2ª REUNIÃO 25/09/2007
TEMA: DESOSPITALIZAÇÃO
Apresentado por: Dra Úrsula (Geriata)
Ø DEFINIÇÃO: Um conjunto de atividades envolvendo uma equipe multidisciplinar e a família do paciente, que necessita de cuidados especiais, levando os cuidados para casa.
Ø Desospitalização, UMA TENDÊNCIA MUNDIAL:
- A necessidade de otimização dos recursos;
- Alta tecnologia hospitalar acarreta o aumento do custo hospitalar;
- Apresenta-se como uma necessidade da sociedade;
- Com envelhecimento da população 40% das internações hospitalares são de pacientes acima de 60 anos;
- Com o aumento da sobrevida;
- Crises das UTIS.
- Explosão dos custos na saúde;
- Falta de leitos hospitalares;
- Filas de espera;
- Iatrogenia (medida medicamentosa que faz mal);
- Risco de permanência hospitalar prolongada;
Ø Precisamos otimizar o uso dos recursos hospitalares;
Ø Tratamento fútil (tratamento que prolonga sofrimento);
Ø SITUAÇÃO:
- No Brasil: 3,0 leitos para mil habitantes;
- No Ceará: 2,2 leitos para mil.
Ø Indicação para hospitalização:
- Caso cirúrgico;
- Caso clínico agudo;
- Investigação diagnóstica complexa;
- Instabilidade;
- Necessidade de tratamento intensivo.
Ø A hospitalização é considerada de grande risco, especialmente para os mais idosos.
Ø A hospitalização, da capacidade funcional e na qualidade de vida muitas vezes irreversível.
Ø A desospitalização é um caminho para a humanização na saúde.
Ø Deixamos de cuidar da pessoa doente e nos empenhamos em tratar a doença da pessoa desconhecendo que nossa missão principal deve ser a busca do bem-estar emocional do enfermo, já que todo ser humano sempre será um complexo da realidade Biopsicosocial e emocional.
Ø Segundo a resolução do Conselho Nacional de Medicina, quanto a desospitalização:
OS BENEFÍCIOS:
- Ambiente acolhedor, familiar e personalizado;
- Maior estímulo para reabilitação.
- Recuperação facilitada pela família;
- Reintegração a sociedade;
- Risco de infecção diminuído;
AS INDICAÇÕES:
- Complementação de tratamentos;
- Cuidados especiais com sondas e estomas;
- Cuidados pós-operatórios;
- Curativos;
- Monitoramento de crônicos;
- Reabilitação;
- Suporte tecnológico;
- Tratamento paliativo (foco voltado para qualidade de vida);
Ø As patologias mais freqüentes nos casos de indicação para desospitalização:
- (D.P.O. C).Doença pulmonar obstrutiva crônica;
- Doenças cérebro-vascular (seqüela de A.V. C.);
- Doenças degenerativas (demências);
- Doenças neuro-musculares;
- Neoplasias avançadas - paliação;
- Portadores de (H.I.V.);
- Úlcera crônica.
Ø De acordo com a (O.M.S.), Medicina paliativa é o estudo e o controle de pacientes com doença ativa, progressiva e avançada, para quem o prognostico é limitado.
Ø O (P.A.D.) DO HOSPITAL GERAL VALDEMIR ALCÂNTARA:
- Criado para apoio aos familiares dos pacientes mais graves na hora da alta hospitalar;
- Tem como objetivo a desospitalização e adaptação domiciliar de pacientes complicados que necessitam do apoio da equipe para poder retornar para a casa deles;
- Criado em Julho de 2003, já atendeu 375 pacientes até agora;
- Possui em média 30 pacientes em atendimento;
- Em média 10 pacientes em oxigenoterapia;
- A equipe multidisciplinar do PAD é composta por:
- Médico: Encaminha o paciente;
- Enfermeiro: Faz a coordenação técnica e os cuidados;
- Assistente Social: Avalia o contexto social antes da desospitalização, dá apoio ao cuidador, orientação sobre os direitos e benefícios e o acompanhamento familiar.
- Fisioterapeuta: Fornece orientação para a mobilização, avalia, orienta quanto à respiração e mudanças de decúbito.
- Nutricionista: Orienta e supervisiona as dietas.
- Fonoaudiólogo: Cuida das disfasias, afasias e sondas via oral.
- Cuidador.
- Família.
Ø Indicações para o (P.A.D.):
- Paciente imobilizado e dependente de cuidados especiais:
- Curativos complicados;
- Cuidados com sondas e estomas;
- Oxigenoterapia: Para portadores de (D.P.O.C.); Tuberculose pulmonar e tratamento paliativo;
- Suporte respiratório;
- Reintegrar a sociedade e ao SUS.
Ø A assistência é realizada através de visitas domiciliares visando principalmente a orientação e supervisão.
Ø Em caso de urgência e emergência conta com o SAMU e emergências dos hospitais.
Ø Para ser incluso no PAD deve estar totalmente acamado/imobilizado, bem como deve necessitar cuidados especiais com supervisão da equipe.
Ø O tempo de permanência é em média de 78 dias.
Ø O medico encaminha o paciente;
Ø A equipe (Medico, Assistente Social e Enfermeiro) avalia a entrada no programa.
Ø Depois da preparação faz a alta hospitalar;
Ø No máximo em sete dias há uma visita no domicilio;
Ø Produz-se um plano terapêutico;
Ø Acompanhamento com avaliação periódica;
Ø Perfil do paciente do PAD:
- Idoso, 68 anos em média; Crônico; Incapacitado; Dependente; Frágil.
Ø Para a reabilitação em domicílio:
- Sequelados de A.V.C. que necessitam de apoio para adaptação em casa;
- Na maioria são pacientes idosos e dependentes que necessitam do apoio da família. E dos cuidadores para viver a última etapa da vida com fragilidade.
- A equipe ensina os cuidados, como por exemplo, curativos ou dieta.
Ø 56% recebem alta do programa por melhora ou estabilidade do quadro;
Ø 26% Foram a óbito no domicilio;
Ø 18% foram a óbito no hospital;
Ø A forma correta: Tratamento adequado; humanização; otimização dos recursos; Capacitação dos cuidadores e continuidade do tratamento.
Ø O desafio: Garantir apoio financeiro aos familiares que cuidam em casa; Criar casas de cuidados, de longa permanência, como alternativa.
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
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